
Sempre tão linda,bem arrumada seu cabelo ruivo em forma de fraginha ou de Maria Chiquinha .Pele branca e algumas sardas no rosto sorridente,anjinho trash tatuado no tornozelo,com seu all star preto de cano alto,sua meias três quarto e seu vertido colorido,jeito de menina travessa.Caminhado pela estrada de tijolos amarelos de um mundo sombrio repleto de ansiedade.Os maravilhosos remédios que fazem esquecer os terríveis pesadelos da insônia ,das intermináveis noites em claro,refletiram no os dias vazios.O estranho amor que brota no peito pela a linda jovem de pele macia.Apenas será para desafia uma sociedade conservadora ou para saciar seu prazer próprio,transgressão da criança que alimento a luxuria na alma.E viver no mundo peculiar,na beira de um abismo,na espera do segundo perfeito para lança seu corpo abaixo ,deixar o doce vazio de sua mente,senti seu corpo flutuar num espaço inconsciente da alma.Sempre tão a flor da pele:engraçada,brigona,carinhosa e às vezes desbocada,mas sobre tudo observadora de um paralelo que passa diante de seus olhos claros que foi refletido na luz artificial que voltou há minutos atrás.e pode ver as poucas estrelas que havia no céu, fitou a estrela cadente que cai no céu letamente e lembrou....de seus sonhos num foram atendidos,tão pouco foram realizado,olhou a lua e observou as nuvens que passam entre si,sentiu o calafrio da madrugada e não se móvel ,permaneceu intacta ,com uma vitrine viva,esculpida a mão pelo misterioso escultor,e se perdeu em seus pensamentos embaralhados,tão confusos quando a sua própria vida.E já não se importava se ia termina a sua jovem vida solitária,sozinha em um leito qualquer,não olhou no espelho para ver se seu rosto estava maquiado ou não,e nem prestou atenção no vestido que acabou de colocar,sentiu cheiro de rosa que vinha do seu corpo, e preferiu que fosse suor,só assim quem sabe? Que ela poderia se sentir viva novamente,mordeu seus lábios com uma força sutil,e brincou com seu pincengin havia na sua língua,e sorri espontaneamente ,sem nenhum motivo trivial,diante de seus alunos imaginários que um dia a internaram no manicômio real.Perseguida por fantasma de carne e osso ,se esconde em seu pequeno mundo de tons escuros,e volta a sonhar novamente,aos poucos ela desliza na coluna da varanda até se sentar, pegou seu violão e ansiou algumas notas ,mas preferiu o silencio da noite
( Marcello Henrique )
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